36,8% disseram que poderiam votar em candidatos apoiados pelo presidente.
Candidatos indicados por governadores também podem ser beneficiados.
Mirella D´Elia
Do G1, em Brasília
entre em contato
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA A-A+
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que candidatos apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições municipais deste ano poderão levar vantagem na corrida eleitoral.
Segundo a pesquisa, 36,8% dos entrevistados disseram que poderiam votar em candidatos a prefeito apoiados pelo presidente – 9,6% disseram que este seria o único candidato em que votariam e 27,2% disseram que poderiam votar neste candidato.
Por outro lado, 25,9% afirmaram que não votariam em candidatos apoiados pelo governo. E 35%, que somente conhecendo o candidato.
“A rejeição é muito baixa e o grau de transferência é elevado. O presidente está com a popularidade alta devido ao desempenho da economia e aos programas sociais”, disse o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.
A pesquisa CNT/Sensus mostra, também, que 34,2% dos entrevistados poderiam votar em candidatos apoiados ou indicados pelo governador de seu estado. De acordo com os dados, 25,5% dos entrevistados não votariam nestes candidatos. E 37,5% disseram que só se conhecessem os candidatos.
Foram entrevistadas 2 mil pessoas, entre 11 a 16 de fevereiro, em 136 municípios nas cinco regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Setorial de Juventude do PT-TO se reuniu, no sábado em Palmas
O setorial Estadual de juventude se reuniu no ultimo sábado e o principal ponto de palta foi o primeiro congresso da juventude do PT, na oportunidade ficou definido as datas dos congressos municipais e do congresso Estadual,que deve acontecer etre março e abril as respectivas etapas.
Estudantes do Tocantins entregam abaixo assinado pela criação da UETO
Estudantes de diversas regiões do estado, entregam um abaixo assinado ao governador pedindo a criação da universidade estadual do Tocantins, segundo o chefe de gabinete do governo o projeto de criação da universidade já está bastante avançado, os estudantes também se encontraram com o reitor da UFT, Alan Barbiero, e na oportunidade foram entregues várias demandas estudantis que foram bem recebidas por parte da reitoria.
Executiva aprova resoluções sobre encontros e I Congresso da Juventude
A Executiva Nacional do PT, reunida na quinta-feira (14), em Brasília, aprovou as regulamentações dos Encontros Municipais de 2008 (Definição de Tática Eleitoral e Definição de Candidatos), dos Encontros Setoriais do partido (com novas datas e prazos) e o do I Congresso da Juventude Petista, que acontece entre 22 a 25 de maio deste ano.
Os itens do Congresso Juventude levados a voto diziam respeito à votação para o comando da secretaria e à possibilidade de os municípios elegerem delegados diretamente à etapa nacional.
Foram aprovadas na CEN as seguintes redações: a) durante o Congresso só haverá votação das chapas e a eleição dos candidatos ocorrerá nas respectivas instâncias de direção (municipal e estadual), eleitas e empossadas após a etapa nacional; b) as etapas municipais elegerão delegados para a etapa nacional na proporção de 1 (um) delegado nacional para cada 25 (vinte e cinco) filiados credenciados.
O regulamento está em fase de revisão e nos próximos dias será divulgado no Portal do PT.
Os itens do Congresso Juventude levados a voto diziam respeito à votação para o comando da secretaria e à possibilidade de os municípios elegerem delegados diretamente à etapa nacional.
Foram aprovadas na CEN as seguintes redações: a) durante o Congresso só haverá votação das chapas e a eleição dos candidatos ocorrerá nas respectivas instâncias de direção (municipal e estadual), eleitas e empossadas após a etapa nacional; b) as etapas municipais elegerão delegados para a etapa nacional na proporção de 1 (um) delegado nacional para cada 25 (vinte e cinco) filiados credenciados.
O regulamento está em fase de revisão e nos próximos dias será divulgado no Portal do PT.
Marta Suplicy vence Kassab e divide liderança com Alckmin, mostra pesquisa
A ministra do Turismo Marta Suplicy, do PT, aparece bem frente de Gilberto Kassab (DEM) na disputa pela Prefeitura de São Paulo e está tecnicamente empatada com o tucano Geraldo Alckmin, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (17).
No cenário em que os três aparecem como candidatos, Marta tem 25%, Alckmin 29% e Kassab 12%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Atrás de Kassab aparecem Paulo Maluf (PP), com 10%, e Luiz Erundina (PSB), com 8%. O Datafolha entrevistou 1.092 pessoas no dia 14.
Se Alckmin for excluído da disputa, como deseja o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Marta assume a liderança isolada com 32% das intenções de voto, 13 pontos à frente de Kassab (19%). Maluf e Erundina dividem o terceiro lugar, com 13% e 10% da preferência respectivamente.
Pela segunda vez consecutiva, a pesquisa registra uma perda de Alckmin entre os eleitores mais escolarizados. De agosto para cá, Alckmin passou de 43% para 32% entre os eleitores com nível superior - em relação à última pesquisa, encolheu cinco pontos. Na comparação com novembro, Kassab evoluiu cinco pontos nessa faixa do eleitorado e está com 19%. Marta oscilou dois pontos para cima e aparece com 17%.
Segundo turno
Num eventual segundo turno entre Marta e Alckimin, o tucano aparece na pesquisa com 52%, contra 40% da petista. A diferença dois pontos percentuais menor do que a registrada em novembro (data da última pesquisa).
Contra Kassab no segundo turno, Marta teria 50% e o atual prefeito 39%.
No cenário em que os três aparecem como candidatos, Marta tem 25%, Alckmin 29% e Kassab 12%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Atrás de Kassab aparecem Paulo Maluf (PP), com 10%, e Luiz Erundina (PSB), com 8%. O Datafolha entrevistou 1.092 pessoas no dia 14.
Se Alckmin for excluído da disputa, como deseja o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Marta assume a liderança isolada com 32% das intenções de voto, 13 pontos à frente de Kassab (19%). Maluf e Erundina dividem o terceiro lugar, com 13% e 10% da preferência respectivamente.
Pela segunda vez consecutiva, a pesquisa registra uma perda de Alckmin entre os eleitores mais escolarizados. De agosto para cá, Alckmin passou de 43% para 32% entre os eleitores com nível superior - em relação à última pesquisa, encolheu cinco pontos. Na comparação com novembro, Kassab evoluiu cinco pontos nessa faixa do eleitorado e está com 19%. Marta oscilou dois pontos para cima e aparece com 17%.
Segundo turno
Num eventual segundo turno entre Marta e Alckimin, o tucano aparece na pesquisa com 52%, contra 40% da petista. A diferença dois pontos percentuais menor do que a registrada em novembro (data da última pesquisa).
Contra Kassab no segundo turno, Marta teria 50% e o atual prefeito 39%.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Câmara aprova medida que garante recursos para o SUS
O plenário da Câmara aprovou nesta segunda-feira (11), na primeira sessão deliberativa do ano, a medida provisória (MP 395/07), que concede crédito extraordinário de R$ 3,25 bilhões a diversos ministérios. Somente para o Ministério da Saúde, a MP libera R$ 1,7 bilhão com o objetivo de socorrer hospitais federais e reajustar os valores das tabelas do Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria segue para análise do Senado.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o valor do procedimento para parto normal passa de R$ 317 para R$ 403 (alta de 27%); o exame de ecocardiografia passa a custar R$ 30,72 (aumento de 50%); e a ultrasonografia obstétrica, R$ 33,00 (44,8% a mais).
A tabela de procedimentos do SUS é uma discriminação de todos os serviços ambulatoriais e hospitalares contratados de prestadores privados e filantrópicos com o seu respectivo custo. O valor pode ser complementado por estados e municípios.
Os gastos com os reajustes totalizam R$ 1,2 bilhão, enquanto outros R$ 445 milhões são destinados à compra e distribuição de medicamentos excepcionais; e R$ 74,8 milhões às farmácias populares.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o valor do procedimento para parto normal passa de R$ 317 para R$ 403 (alta de 27%); o exame de ecocardiografia passa a custar R$ 30,72 (aumento de 50%); e a ultrasonografia obstétrica, R$ 33,00 (44,8% a mais).
A tabela de procedimentos do SUS é uma discriminação de todos os serviços ambulatoriais e hospitalares contratados de prestadores privados e filantrópicos com o seu respectivo custo. O valor pode ser complementado por estados e municípios.
Os gastos com os reajustes totalizam R$ 1,2 bilhão, enquanto outros R$ 445 milhões são destinados à compra e distribuição de medicamentos excepcionais; e R$ 74,8 milhões às farmácias populares.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Cynthia McKinney, a novidade da eleição estadunidense
A mídia quer nos fazer crer que a eleição presidencial nos EUA se resume a escolher entre Clinton e Obama pelos Democratas ou algum Republicano. A novidade seria a “possibilidade” de uma candidata mulher ou um candidato negro.
A verdadeira novidade nessas eleições é a candidatura presidencial de uma mulher negra com compromisso com os trabalhadores e pobres, a ex-deputada pelo Estado da Geórgia, Cynthia McKinney, que se apresenta pela coalizão “Power to the People”, “Poder Para O Povo”, propondo-se a formar um novo Partido da Reconstrução.
Assim, ela está de fato abrindo uma brecha no sistema chamado dos “republicratas” - o bipartidarismo de fachada que une Democratas e Republicanos em torno dos interesses do “establishment”, o imperialismo – sistema que bloqueia a expressão independente dos trabalhadores e da maioria oprimida, negros, latinos e mulheres.
Cynthia está disputando a legenda do Green Party, o Partido Verde estadunidense, para registrar a sua candidatura presidencial, mas a sua campanha é acintosamente boicotada pela imprensa desde os próprios EUA, como explica o jornalista Múmia Abu-Jamal, o prisioneiro negro mais conhecido no país (injustamente encarcerado no “corredor da morte” onde aguarda um pedido de novo processo), que esta semana denunciou o “silêncio” e anunciou seu apoio à candidatura de Cynthia.
De fato, sua candidatura representa um raio de esperança para todos os oprimidos nos EUA e no mundo. Sem precisarmos concordar com todos pontos de vista desta militante negra, é indiscutível o que ela representa nos EUA. Deputada à época pelo Partido Democrata, no parlamento procurando ser a voz dos negros e oprimidos, teve a coragem de se opor a Guerra do Iraque quando ela fazia a “unanimidade” dos Democratas e Republicanos, inclusive Clinton e Obama. Foi depois “recompensada” pela oligarquia que controla os Democratas, que sabotou e impediu sua reeleição: resultado, hoje é uma personalidade nacionalmente respeitada na comunidade negra e além.
Perguntada sobre Barak Obama, ela lembra que na política externa “o principal conselheiro de Obama é Zbigniew Brzezinski” que já serviu a outros presidentes, “se orgulha de ter sido quem criou de conjunto o movimento do Jihad (guerra santa) afegão e o movimento que gerou Osama Bin Laden”, e ainda há pouco insistia em entrevista que “valeu à pena, porque nós queríamos terminar com os Soviéticos”. Que mudança, então, Obama pode representar?
A um editorialista que comentou que a ascensão de Obama significava que “a raça de agora em diante não é mais um critério na política americana”, ela retrucou: “Vá dizer isso aos negros que vivem em Nova Orleans e sofrem as conseqüências do furacão Katrina! Ou que enfrentam o furacão América nas cidades e comunidades em todo o país...”.
Em setembro do ano passado, Cynthia McKinney se engajou como co-presidenta na organização do Tribunal Internacional Sobre o Furacão Katrina, que concluiu pela condenação dos governos federal, Republicano, e estadual e municipal, Democratas, como “responsáveis por crime contra a humanidade”, por terem engendrado um verdadeiro genocídio contra os negros da região da Costa do Golfo, Luisiana e Mississipi. O Tribunal conclui com exigências dirigidas ao Congresso e ao Presidente Bush, como “apoio ao direito ao retorno” dos sobreviventes dispersos pelos EUA, “reparações pelas perdas” e “projeto público federal massivo de recuperação”.
Depois do Tribunal, Cynthia declarou que, para satisfazer essas e outras reivindicações dos negros e dos trabalhadores nos EUA, é preciso um programa e uma agenda por uma verdadeira mudança: “Isso não veio de nenhum dos dois grandes partidos políticos (nem Democratas nem Republicanos). A satisfação das reivindicações feitas pede então uma outra coisa: a formação de um Partido da Reconstrução”.
Na semana passada, foi lançado um “Comitê Internacional de Apoio à Campanha Presidencial Power To The People de Cynthia McKinney e à formação de um Partido da Reconstrução nos EUA”, na forma de uma campanha de adesões.
Não apenas os negros da Diáspora africana, mas os trabalhadores e os oprimidos, e todos defensores do direito à autodeterminação dos povos devem ter o maior interesse na campanha de Cynthia. No Brasil também, onde a questão negra tem a importância que tem, e onde o problema da expressão autônoma e própria dos oprimidos no terreno eleitoral está também colocado, vamos divulgar esta candidatura.
Markus Sokol é membro do Diretório Nacional do PT e dirigente da corrente interna O Trabalho
Artigo publicado originalmente no blog glauberpiva.blogspot.com.
A verdadeira novidade nessas eleições é a candidatura presidencial de uma mulher negra com compromisso com os trabalhadores e pobres, a ex-deputada pelo Estado da Geórgia, Cynthia McKinney, que se apresenta pela coalizão “Power to the People”, “Poder Para O Povo”, propondo-se a formar um novo Partido da Reconstrução.
Assim, ela está de fato abrindo uma brecha no sistema chamado dos “republicratas” - o bipartidarismo de fachada que une Democratas e Republicanos em torno dos interesses do “establishment”, o imperialismo – sistema que bloqueia a expressão independente dos trabalhadores e da maioria oprimida, negros, latinos e mulheres.
Cynthia está disputando a legenda do Green Party, o Partido Verde estadunidense, para registrar a sua candidatura presidencial, mas a sua campanha é acintosamente boicotada pela imprensa desde os próprios EUA, como explica o jornalista Múmia Abu-Jamal, o prisioneiro negro mais conhecido no país (injustamente encarcerado no “corredor da morte” onde aguarda um pedido de novo processo), que esta semana denunciou o “silêncio” e anunciou seu apoio à candidatura de Cynthia.
De fato, sua candidatura representa um raio de esperança para todos os oprimidos nos EUA e no mundo. Sem precisarmos concordar com todos pontos de vista desta militante negra, é indiscutível o que ela representa nos EUA. Deputada à época pelo Partido Democrata, no parlamento procurando ser a voz dos negros e oprimidos, teve a coragem de se opor a Guerra do Iraque quando ela fazia a “unanimidade” dos Democratas e Republicanos, inclusive Clinton e Obama. Foi depois “recompensada” pela oligarquia que controla os Democratas, que sabotou e impediu sua reeleição: resultado, hoje é uma personalidade nacionalmente respeitada na comunidade negra e além.
Perguntada sobre Barak Obama, ela lembra que na política externa “o principal conselheiro de Obama é Zbigniew Brzezinski” que já serviu a outros presidentes, “se orgulha de ter sido quem criou de conjunto o movimento do Jihad (guerra santa) afegão e o movimento que gerou Osama Bin Laden”, e ainda há pouco insistia em entrevista que “valeu à pena, porque nós queríamos terminar com os Soviéticos”. Que mudança, então, Obama pode representar?
A um editorialista que comentou que a ascensão de Obama significava que “a raça de agora em diante não é mais um critério na política americana”, ela retrucou: “Vá dizer isso aos negros que vivem em Nova Orleans e sofrem as conseqüências do furacão Katrina! Ou que enfrentam o furacão América nas cidades e comunidades em todo o país...”.
Em setembro do ano passado, Cynthia McKinney se engajou como co-presidenta na organização do Tribunal Internacional Sobre o Furacão Katrina, que concluiu pela condenação dos governos federal, Republicano, e estadual e municipal, Democratas, como “responsáveis por crime contra a humanidade”, por terem engendrado um verdadeiro genocídio contra os negros da região da Costa do Golfo, Luisiana e Mississipi. O Tribunal conclui com exigências dirigidas ao Congresso e ao Presidente Bush, como “apoio ao direito ao retorno” dos sobreviventes dispersos pelos EUA, “reparações pelas perdas” e “projeto público federal massivo de recuperação”.
Depois do Tribunal, Cynthia declarou que, para satisfazer essas e outras reivindicações dos negros e dos trabalhadores nos EUA, é preciso um programa e uma agenda por uma verdadeira mudança: “Isso não veio de nenhum dos dois grandes partidos políticos (nem Democratas nem Republicanos). A satisfação das reivindicações feitas pede então uma outra coisa: a formação de um Partido da Reconstrução”.
Na semana passada, foi lançado um “Comitê Internacional de Apoio à Campanha Presidencial Power To The People de Cynthia McKinney e à formação de um Partido da Reconstrução nos EUA”, na forma de uma campanha de adesões.
Não apenas os negros da Diáspora africana, mas os trabalhadores e os oprimidos, e todos defensores do direito à autodeterminação dos povos devem ter o maior interesse na campanha de Cynthia. No Brasil também, onde a questão negra tem a importância que tem, e onde o problema da expressão autônoma e própria dos oprimidos no terreno eleitoral está também colocado, vamos divulgar esta candidatura.
Markus Sokol é membro do Diretório Nacional do PT e dirigente da corrente interna O Trabalho
Artigo publicado originalmente no blog glauberpiva.blogspot.com.
Assinar:
Postagens (Atom)