É um fenômeno climático que estabelece o aumento da temperatura média da superfície terrestre. Só nesse início de século a temperatura do planeta subiu quase 2ºC, mais alta do que na década de 60. As medidas a serem tomadas para conter o avanço do aquecimento global têm sido discutidas constantemente. Alguns cientistas apontam como causa do aumento do aquecimento global o elevado nível de concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera.
O aquecimento global vem sendo evidenciado através das altas temperaturas e a mudança brusca de temperatura em todo o mundo. Alguns estudos revelam que o aquecimento global é um elemento que agrava a força dos furacões, do derretimento das calotas polares, grandes enchentes, entre outros.
Manifestações são feitas reivindicando resultados positivos para o planeta. Uma dessas manifestações chamou a atenção de todo o mundo, foi realizada no dia 01 de fevereiro de 2007, em Paris, na França. Milhares de pessoas se reuniram diante da Torre Eiffel, esperando a divulgação oficial do estudo da ONU sobre o aquecimento global.
A torre e diversos outros monumentos foram apagados por 5 minutos, na busca de conscientizar as pessoas de que é necessário mudar a realidade do planeta, mostrando como deve ser feito e de que o exemplo deve vir de dentro de casa. A expectativa é de que os países desenvolvidos que liberam altos índices de agentes poluentes na atmosfera adiram aos acordos mundiais de preservação ambiental e diminuição de emissão de gases poluentes.
domingo, 2 de novembro de 2008
Secretária do Bolsa Família morre em acidente de carro na Argentina
Faleceu em acidente de carro no sábado (1) a secretária de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rosani Cunha, de 47 anos. O acidente ocorreu no município de 25 de Mayo, na Argentina. Ela estava encerrando uma viagem de férias naquele país e, a partir da próxima segunda-feira, (3), participaria, como palestrante, do seminário Diálogos da Proteção Social, promovido pelo Centro de Implementação de Políticas Públicas (Cippec).
Gestora Pública do Governo Federal, Rosani assumiu a secretaria do MDS em dezembro de 2004, após trabalhos no Ministério da Saúde e na Secretaria de Coordenação Política da Presidência da República. O convite do ministro Patrus para compor a equipe do Ministério deveu-se à reconhecida excelência de gestão da secretária e a experiência dela na relação com os municípios, um dos pilares da política republicana do MDS.
Na secretaria comandada por Rosani estava uma das principais estratégias do governo federal para reduzir a pobreza, a fome e a desigualdade: o Bolsa Família, programa de transferência de renda que está presente em 11 milhões de lares de todos os municípios brasileiros. O programa vem sendo trabalhado, na perspectiva de integração com os demais programas da rede de proteção e promoção social do governo.
Em janeiro 2005, sob a orientação do ministro Patrus Ananias, Rosani instituiu a Rede Nacional de Fiscalização do Bolsa Família, numa parceria do MDS como o Tribunal de Contas da União, da Controladoria Geral da União, do Ministério Público Federal e Ministérios Públicos Estaduais. À frente da secretaria do MDS, Rosani também conduziu, junto com os municípios, uma ampla atualização cadastral dos beneficiários do Bolsa Família, e implementou diversas ações de aprimoramento da gestão do programa.
Rosani Cunha era bacharel em fisioterapia, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi assessora da Frente Nacional dos Prefeitos, quando o então prefeito Célio de Castro presidiu a associação. Antes de ingressar no MDS ocupava o cargo de assessora especial na Subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Coordenação Política da Presidência da República. Nesta época, atuou na interlocução do governo federal com municípios e coordenou a secretaria técnica do Comitê de Articulação Federativa, composto por representantes do Governo Federal e das entidades nacionais de prefeitos. Especialista em Saúde Pública e Administração Pública, Rosani Cunha era servidora pública de carreira do Governo Federal desde o início de 2000, pertencente à carreira de "Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental". Foi diretora de Gerenciamento de Investimento do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2002, e secretária executiva da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) no período de 1997 a 1999.
No acidente, estavam no carro com Rosani, o seu companheiro, Nilson Figueiredo, e um amigo do casal, que sobreviveram ao acidente e estão fora de risco. Rosani deixa filha, Gabriela, mãe, Diva, e três irmãos: Afonso, Simone e Socorro.
A servidora pública
“Uma esplêndida servidora pública”. Assim o ministro Patrus Ananias resumiu as características de Rosani Cunha. Para ele, a secretária reunia três importantes dimensões: “Competência de gestão, sensibilidade social, com compromisso claro com os pobres, e também uma pensadora, formuladora no campo das políticas sociais”. O ministro lamentou a perda da profissional e da amiga: “Rosani estabeleceu fortes laços de amizades no ministério. Se envolveu completamente conosco e foi uma grande amiga. Gestora competente, lia muito, estudava, entendia de políticas públicas e pensava para frente. Pensava no Bolsa Família no contexto de integração da nossa rede de proteção e promoção social, sempre provocando discussões pertinentes na linha de aperfeiçoamento das nossas políticas”.
Gestora Pública do Governo Federal, Rosani assumiu a secretaria do MDS em dezembro de 2004, após trabalhos no Ministério da Saúde e na Secretaria de Coordenação Política da Presidência da República. O convite do ministro Patrus para compor a equipe do Ministério deveu-se à reconhecida excelência de gestão da secretária e a experiência dela na relação com os municípios, um dos pilares da política republicana do MDS.
Na secretaria comandada por Rosani estava uma das principais estratégias do governo federal para reduzir a pobreza, a fome e a desigualdade: o Bolsa Família, programa de transferência de renda que está presente em 11 milhões de lares de todos os municípios brasileiros. O programa vem sendo trabalhado, na perspectiva de integração com os demais programas da rede de proteção e promoção social do governo.
Em janeiro 2005, sob a orientação do ministro Patrus Ananias, Rosani instituiu a Rede Nacional de Fiscalização do Bolsa Família, numa parceria do MDS como o Tribunal de Contas da União, da Controladoria Geral da União, do Ministério Público Federal e Ministérios Públicos Estaduais. À frente da secretaria do MDS, Rosani também conduziu, junto com os municípios, uma ampla atualização cadastral dos beneficiários do Bolsa Família, e implementou diversas ações de aprimoramento da gestão do programa.
Rosani Cunha era bacharel em fisioterapia, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi assessora da Frente Nacional dos Prefeitos, quando o então prefeito Célio de Castro presidiu a associação. Antes de ingressar no MDS ocupava o cargo de assessora especial na Subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Coordenação Política da Presidência da República. Nesta época, atuou na interlocução do governo federal com municípios e coordenou a secretaria técnica do Comitê de Articulação Federativa, composto por representantes do Governo Federal e das entidades nacionais de prefeitos. Especialista em Saúde Pública e Administração Pública, Rosani Cunha era servidora pública de carreira do Governo Federal desde o início de 2000, pertencente à carreira de "Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental". Foi diretora de Gerenciamento de Investimento do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2002, e secretária executiva da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) no período de 1997 a 1999.
No acidente, estavam no carro com Rosani, o seu companheiro, Nilson Figueiredo, e um amigo do casal, que sobreviveram ao acidente e estão fora de risco. Rosani deixa filha, Gabriela, mãe, Diva, e três irmãos: Afonso, Simone e Socorro.
A servidora pública
“Uma esplêndida servidora pública”. Assim o ministro Patrus Ananias resumiu as características de Rosani Cunha. Para ele, a secretária reunia três importantes dimensões: “Competência de gestão, sensibilidade social, com compromisso claro com os pobres, e também uma pensadora, formuladora no campo das políticas sociais”. O ministro lamentou a perda da profissional e da amiga: “Rosani estabeleceu fortes laços de amizades no ministério. Se envolveu completamente conosco e foi uma grande amiga. Gestora competente, lia muito, estudava, entendia de políticas públicas e pensava para frente. Pensava no Bolsa Família no contexto de integração da nossa rede de proteção e promoção social, sempre provocando discussões pertinentes na linha de aperfeiçoamento das nossas políticas”.
Vereadores eleitos do PT participarão de seminário de formação dia 14 01/11/08 11h40
No dia 14 de novembro o Diretório Estadual do PT realizará um Encontro Estadual dos Vereadores petistas com o tema: Mandato e Fidelidade Partidária. O evento terá debates em plenário e mesas de abertura e de discussão. A direção do partido considera a ação importante, pois os vereadores poderão se familiarizar com “o modo petista de Legislar”. Eles pretendem também debater acerca da reforma política.
O presidente do diretório estadual da sigla, Donizeti Nogueira, afirmou que o PT elegeu 97 vereadores e assim como foi feito com os prefeitos, o partido iniciará o processo de formação política voltado para os mandatários do poder legislativo.
“A nossa atuação na câmara precisa ser articulada a partir do modo petista de legislar, que se pauta entre outros aspectos, na defesa dos direitos dos trabalhadores, apresentando projetos que visam o desenvolvimento econômico, com sustentabilidade, com distribuição de renda e na participação popular", disse Nogueira.
Conforme pré-definido em 12 de outubro na reunião da Executiva Estadual do PT, no dia 15 de novembro, haverá uma reunião com os membros do diretório estadual para definir a posição do PT quanto ao governo do Estado e debater a aprovação de uma resolução para orientar os mandatários da legenda. (Com informações da Assessoria de Imprensa do PT)
O presidente do diretório estadual da sigla, Donizeti Nogueira, afirmou que o PT elegeu 97 vereadores e assim como foi feito com os prefeitos, o partido iniciará o processo de formação política voltado para os mandatários do poder legislativo.
“A nossa atuação na câmara precisa ser articulada a partir do modo petista de legislar, que se pauta entre outros aspectos, na defesa dos direitos dos trabalhadores, apresentando projetos que visam o desenvolvimento econômico, com sustentabilidade, com distribuição de renda e na participação popular", disse Nogueira.
Conforme pré-definido em 12 de outubro na reunião da Executiva Estadual do PT, no dia 15 de novembro, haverá uma reunião com os membros do diretório estadual para definir a posição do PT quanto ao governo do Estado e debater a aprovação de uma resolução para orientar os mandatários da legenda. (Com informações da Assessoria de Imprensa do PT)
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Congresso Nacional da JPT está confirmado para os dias 22 a 25 de maio, em Brasília
Depois de realizadas as últimas etapas estaduais no último final de semana, a militância da juventude petista mobiliza para comparecer ao I Congresso da Juventude do PT (I ConJPT) que será realizado entre os dias 22 a 25 de maio, em Brasilia.
Confira as orientações quanto à infra-estrutura do evento e a programação:
O local das atividades é o Minas Tênis Clube (podendo sua estrutura ser ampliada para a UnB).É importante informar todos delegados e delegadas algumas questões sobre o alojamento, que funcionará no mesmo local do evento:
1- Brasília nesta época do ano faz frio, portanto é necessário trazer agasalhos.
2- O alojamento não terá camas, portanto, todos devem trazer colchonetes e roupas de cama e de banho.
Informações importantes:
a) A inscrição das resoluções-base será até dia 21 de maio, 18h.
b) Reunião do Coletivo Nacional no dia 21 de maio, 14h.
c) Credenciamento dos delegados nacionais será das 16h de quinta-feira (22) às 12h do sábado (24)
d) Credenciamento dos Suplentes será das 12 às 19h do sábado (24)
Programação do Congresso:
Quinta-feira - 22/05
15h – Mesa Redonda com as delegações internacionais
19h – Abertura Política
Sexta-feira - 23/05
9h – Votação do Regimento Interno
10h – Defesa e Votação das Resoluções Base de “O Brasil que queremos para a juventude”
12h – Almoço
14h – Grupos de Discussão sobre o Brasil que Queremos
17h30 – Espaço de auto-Organização
19h – Jantar
20h – Leitura das Propostas Consensuais
Sábado 24/05
9h – Votação das propostas de “O Brasil que queremos para a juventude”
11h - Defesa e votação das resoluções globais de “JPT: Concepção e Funcionamento”
13h – Almoço
15h - Grupos de Discussão sobre “JPT: Concepção e Funcionamento”
18h30 – Jantar
20h – Leitura das Consensuais e votação do modelo de organização
Domingo - 25/05
9h – Término de Inscrição de chapas
9h - Votação das propostas Polêmicas de JPT: Concepção e Funcionamento
11h – Eleição da Direção da JPT
Além da programação normal está sendo viabilizada uma programação cultural que em breve será divulgada.
Portal JPT
Confira as orientações quanto à infra-estrutura do evento e a programação:
O local das atividades é o Minas Tênis Clube (podendo sua estrutura ser ampliada para a UnB).É importante informar todos delegados e delegadas algumas questões sobre o alojamento, que funcionará no mesmo local do evento:
1- Brasília nesta época do ano faz frio, portanto é necessário trazer agasalhos.
2- O alojamento não terá camas, portanto, todos devem trazer colchonetes e roupas de cama e de banho.
Informações importantes:
a) A inscrição das resoluções-base será até dia 21 de maio, 18h.
b) Reunião do Coletivo Nacional no dia 21 de maio, 14h.
c) Credenciamento dos delegados nacionais será das 16h de quinta-feira (22) às 12h do sábado (24)
d) Credenciamento dos Suplentes será das 12 às 19h do sábado (24)
Programação do Congresso:
Quinta-feira - 22/05
15h – Mesa Redonda com as delegações internacionais
19h – Abertura Política
Sexta-feira - 23/05
9h – Votação do Regimento Interno
10h – Defesa e Votação das Resoluções Base de “O Brasil que queremos para a juventude”
12h – Almoço
14h – Grupos de Discussão sobre o Brasil que Queremos
17h30 – Espaço de auto-Organização
19h – Jantar
20h – Leitura das Propostas Consensuais
Sábado 24/05
9h – Votação das propostas de “O Brasil que queremos para a juventude”
11h - Defesa e votação das resoluções globais de “JPT: Concepção e Funcionamento”
13h – Almoço
15h - Grupos de Discussão sobre “JPT: Concepção e Funcionamento”
18h30 – Jantar
20h – Leitura das Consensuais e votação do modelo de organização
Domingo - 25/05
9h – Término de Inscrição de chapas
9h - Votação das propostas Polêmicas de JPT: Concepção e Funcionamento
11h – Eleição da Direção da JPT
Além da programação normal está sendo viabilizada uma programação cultural que em breve será divulgada.
Portal JPT
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Marina atribui saída à estagnação e nega divergência com Mangabeira no PAS
Marina atribui saída à estagnação e nega divergência com Mangabeira no PAS
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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A ex-ministra Marina Silva justificou hoje a sua saída do Ministério do Meio Ambiente com o agumento de que as políticas ambientais precisavam de "renovação" com a chegada de um novo ministro. Foi a primeira vez, desde que entregou o cargo na terça-feira, que Marina falou publicamente sobre o caso.
Marina negou que tenha decidido deixar a pasta após a indicação do ministro Mangabeira Unger (Secretário Especial de Assuntos Estratégicos) para chefiar o PAS (Programa de Amazônia Sustentável). Ela negou ainda que tenha sido consultada sobre a ida dele para a coordenação do PAS.
"Não posso dizer que o meu gesto é em função do doutor Mangabeira. Não é uma questão de pessoa, mas que você vai vendo um processo e percebe quando começa a ter estagnação. E na estagnação, devemos criar um novo processo com novos acordos e um novo ministro", disse.
Marina disse acreditar que o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, dará contiuidade às políticas implantadas durante a sua gestão. "A escolha do Minc qualifica o processo. Às vezes você acumula conquistas que precisam ser consolidadas. É preciso que se movimente o processo. É melhor o filho vivo no colo do outro do que jazindo no seu próprio colo", enfatizou.
A ex-ministra defendeu que parte das políticas implantadas no Ministério do Meio Ambiente não tenha "retrocesso", especialmente no que diz respeito ao combate ao desmatamento e à criação de unidades de conservação ambiental.
Ela admitiu que sua decisão de deixar o governo foi "difícil", mas disse estar tranqüila uma vez que sua saída vai "fortalecer o processo da agenda ambiental do país".
Marina rebateu as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que muitas vezes não tinha "isenção" na condução das políticas ambientais. "Se ser isento é a capacidade de mediar o seu ponto de vista, eu me considero uma pessoa isenta. Mas eu tenho um ponto de vista", enfatizou.
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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A ex-ministra Marina Silva justificou hoje a sua saída do Ministério do Meio Ambiente com o agumento de que as políticas ambientais precisavam de "renovação" com a chegada de um novo ministro. Foi a primeira vez, desde que entregou o cargo na terça-feira, que Marina falou publicamente sobre o caso.
Marina negou que tenha decidido deixar a pasta após a indicação do ministro Mangabeira Unger (Secretário Especial de Assuntos Estratégicos) para chefiar o PAS (Programa de Amazônia Sustentável). Ela negou ainda que tenha sido consultada sobre a ida dele para a coordenação do PAS.
"Não posso dizer que o meu gesto é em função do doutor Mangabeira. Não é uma questão de pessoa, mas que você vai vendo um processo e percebe quando começa a ter estagnação. E na estagnação, devemos criar um novo processo com novos acordos e um novo ministro", disse.
Marina disse acreditar que o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, dará contiuidade às políticas implantadas durante a sua gestão. "A escolha do Minc qualifica o processo. Às vezes você acumula conquistas que precisam ser consolidadas. É preciso que se movimente o processo. É melhor o filho vivo no colo do outro do que jazindo no seu próprio colo", enfatizou.
A ex-ministra defendeu que parte das políticas implantadas no Ministério do Meio Ambiente não tenha "retrocesso", especialmente no que diz respeito ao combate ao desmatamento e à criação de unidades de conservação ambiental.
Ela admitiu que sua decisão de deixar o governo foi "difícil", mas disse estar tranqüila uma vez que sua saída vai "fortalecer o processo da agenda ambiental do país".
Marina rebateu as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que muitas vezes não tinha "isenção" na condução das políticas ambientais. "Se ser isento é a capacidade de mediar o seu ponto de vista, eu me considero uma pessoa isenta. Mas eu tenho um ponto de vista", enfatizou.
Noticia preocupante
10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, diz Ipea
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KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
Os 10% mais ricos do país concentram 75,4% da riqueza. É o que aponta o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em um detalhado levantamento sobre as desigualdades no Brasil.
Os dados, obtidos pela Folha Online, serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária, cuja proposta já foi apresentada.
A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.
Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.
Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro --único dado disponível.
"Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", afirma.
A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.
Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.
A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.
Para chegar ao índice de 12% o Ipea excluiu os pagamentos previdenciários, as transferências de renda com programas sociais, como o Bolsa Família, o pagamento de juros e os subsídios a empresas. Os dados referem-se à carga tributária de 2005, que bruta chegou a 33,4%. Em 2007, esse índice subiu para 35,7%.
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KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
Os 10% mais ricos do país concentram 75,4% da riqueza. É o que aponta o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em um detalhado levantamento sobre as desigualdades no Brasil.
Os dados, obtidos pela Folha Online, serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária, cuja proposta já foi apresentada.
A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.
Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.
Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro --único dado disponível.
"Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", afirma.
A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.
Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.
A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.
Para chegar ao índice de 12% o Ipea excluiu os pagamentos previdenciários, as transferências de renda com programas sociais, como o Bolsa Família, o pagamento de juros e os subsídios a empresas. Os dados referem-se à carga tributária de 2005, que bruta chegou a 33,4%. Em 2007, esse índice subiu para 35,7%.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Jovens cobram mais recursos e acesso à educação
Jovens cobram mais recursos e acesso à educação
Da Agência Brasil
Brasília - Democracia, inclusão do tema juventude na Constituição, acesso e expansão das universidades federais, financiamento à educação, passe livre no transporte público e regulamentação das universidades privadas. Esses foram os principais temais discutidos hoje (28) na 1ª Conferencia Nacional de Juventude.
Segundo a estudante Luciana Lopes, os jovens estão travando diversas lutas pela melhoria da qualidade da educação no país. “A ocupação da Universidade de Brasília foi um ponto marcante, porque mostrou que a juventude não vai aceitar essas condições e resume bem o que a gente tem passado dentro das universidades brasileiras”, disse a jovem.
Na discussão sobre o passe livre, os estudantes afirmaram que alguns deles chegam a abandonar as escolas por falta de condições para arcar com as despesas de transporte. Além disso, ressaltaram que muitas jovens não conseguem uma vaga nas universidades públicas por falta de preparo.
“É necessário a ampliação das universidades públicas, que hoje é restrito. Por isso, só aqueles que freqüentam boas escolas e ou fazem cursinho pré-vestibular acabam entrando nesses instituições”, assinalou Luciana. “Queremos que filho do pedreiro também possa virar doutor.”
Para o representante da Universidade Federal de Tocantins, Carlos Santos, a distância também dificulta o acesso ao ensino público.”Como as principais universidades estão localizadas nas grandes cidades, quem mora no interior é prejudicado”, afirmou, ao defender a construção de instituições de ensino superior em municípios menores.
Luciana defendeu ainda a necessidade de ampliação das verbas para educação. Ao mesmo tempo, ela defendeu a inclusão do tema juventude na Constituição
Da Agência Brasil
Brasília - Democracia, inclusão do tema juventude na Constituição, acesso e expansão das universidades federais, financiamento à educação, passe livre no transporte público e regulamentação das universidades privadas. Esses foram os principais temais discutidos hoje (28) na 1ª Conferencia Nacional de Juventude.
Segundo a estudante Luciana Lopes, os jovens estão travando diversas lutas pela melhoria da qualidade da educação no país. “A ocupação da Universidade de Brasília foi um ponto marcante, porque mostrou que a juventude não vai aceitar essas condições e resume bem o que a gente tem passado dentro das universidades brasileiras”, disse a jovem.
Na discussão sobre o passe livre, os estudantes afirmaram que alguns deles chegam a abandonar as escolas por falta de condições para arcar com as despesas de transporte. Além disso, ressaltaram que muitas jovens não conseguem uma vaga nas universidades públicas por falta de preparo.
“É necessário a ampliação das universidades públicas, que hoje é restrito. Por isso, só aqueles que freqüentam boas escolas e ou fazem cursinho pré-vestibular acabam entrando nesses instituições”, assinalou Luciana. “Queremos que filho do pedreiro também possa virar doutor.”
Para o representante da Universidade Federal de Tocantins, Carlos Santos, a distância também dificulta o acesso ao ensino público.”Como as principais universidades estão localizadas nas grandes cidades, quem mora no interior é prejudicado”, afirmou, ao defender a construção de instituições de ensino superior em municípios menores.
Luciana defendeu ainda a necessidade de ampliação das verbas para educação. Ao mesmo tempo, ela defendeu a inclusão do tema juventude na Constituição
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