Um estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a classe média continuou a crescer no Brasil apesar da crise econômica que assolou a economia mundial no segundo semestre do ano passado.
Entre agosto e dezembro, segundo a FGV, o número de pessoas consideradas de classe média - ou classe C - subiu 3,7% no período, atingindo 53,8% da população. O estudo da FGV considera seis regiões metropolitanas - São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
No método da fundação, é considerado um membro da classe C quem faz parte de uma família com renda mensal média entre R$ 1.115 e R$ 4.807. Faz parte da classe E a família com renda até R$ 804 e são classificados como classe D as que recebem entre R$ 804 e R$ 1.115.
Divisão
Ainda de acordo com o estudo, é considerado um membro da classe alta - ou AB - toda a pessoa que reside em um domicílio com renda total acima de R$ 4.807. De acordo com a instituição, este contingente de pessoas também cresceu entre agosto e dezembro do ano passado, atingindo 15,33% da população total das seis regiões metropolitanas pesquisadas.
Desta forma, a divisão de classes, segundo o método da FGV, ficaria assim nas regiões pesquisadas: 53,81 (classe C), 15,33% (classes A e B), 13,18% (classe D) e 17,68% (classe E).
Mobilidade
De acordo com o estudo, que considera o período de 2002 a 2008, a mobilidade de classe foi maior em dois momentos: em 2004 e no ano passado - nos dois casos, o crescimento do PIB foi forte. Estima-se que a expansão do PIB brasileiro em 2008 ultrapasse a marca de 5%, embora a previsão para este ano esteja mais modesta, abaixo de 2%.
Em 2008, cerca de 40% da população que pertencia à classe E havia migrado em direção às classificações C e D, na comparação com os resultados de 2007. De acordo com a pesquisa da FGV, a mobilidade da classe E no ano de 2008 foi maior antes da crise (41,5%), caindo para 39,7% depois de seu início.
G1
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Ministro do STF exclui Dilma e Tarso de investigação sobre "dossiê tucano"
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidiu esta semana excluir a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, da lista de possíveis investigados em um inquérito da Polícia Federal, que apura a produção e o vazamento de dossiê sobre gastos do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.
“Considero não haver, até o presente momento, indícios ou elementos de prova a implicar, neste procedimento investigativo, a ministra-chefe da Casa Civil e o ministro da Justiça”, justificou Lewandowski, em seu despacho.
No mesmo ato, o ministro devolveu o inquérito sigiloso à primeira instância da Justiça Federal, já que não existem mais investigados com foro privilegiado. Lewandowski ressalvou que, se futuramente surgirem elementos concretos contra as autoridades excluídas, o caso poderá ser reencaminhado ao STF.
Até hoje, o único indiciado foi o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires. Ele é acusado de quebra de sigilo funcional por ter repassado o dossiê, feito em fevereiro de 2008, por e-mail ao Senado.
Agência Brasil
“Considero não haver, até o presente momento, indícios ou elementos de prova a implicar, neste procedimento investigativo, a ministra-chefe da Casa Civil e o ministro da Justiça”, justificou Lewandowski, em seu despacho.
No mesmo ato, o ministro devolveu o inquérito sigiloso à primeira instância da Justiça Federal, já que não existem mais investigados com foro privilegiado. Lewandowski ressalvou que, se futuramente surgirem elementos concretos contra as autoridades excluídas, o caso poderá ser reencaminhado ao STF.
Até hoje, o único indiciado foi o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires. Ele é acusado de quebra de sigilo funcional por ter repassado o dossiê, feito em fevereiro de 2008, por e-mail ao Senado.
Agência Brasil
Juventude do PT lança jornal e disponibiliza vídeo de caravana
A Juventude do PT lançou durante o Fórum Social Mundial a primeira edição do seu jornal. A proposta é que a publicação mantenha uma periodicidade bimestral e seja instrumento de diálogo com a juventude e de formação e organização interna da JPT.
A primeira edição do jornal tem como centro o Fórum Social Mundial e trás os principais temas discutidos durante o evento.
Em texto da secretária nacional da JPT, Severine Macedo e do coordenador de Relações Internacionais da JPT, Rodrigo César, o Fórum de 2009 é contextualizado na conjuntura, já Gabriela Batista, coordenadora da Rede Juventude e Meio Ambiente (Rejuma) apresenta o debate sobre o Ecossocialismo. Já o secretário de relações internacionais do PT, fala sobre os 50 anos da revolução cubana e o professor Emir Sader, discute o conflito na Palestina. O jornal trás ainda artigo sobre o tema juventude e trabalho e sobre os desafios da JPT para 2009.
A JPT nacional enviará à todas estaduais exemplares do jornal conforme o tamanho de cada estado. E ele também pode ser baixado em formato PDF clicando aqui.
Confira o editorial da primeira edição do Jornal da JPT:
No mesmo momento em que o PT completa seus 29 anos de estrada e o sétimo do desafio de governar o país, milhares de militantes de esquerda e ativistas dos movimentos sociais de todo o mundo se encontram em Belém do Pará, a porta de entrada da Amazônia, para discutir a superação do modelo neoliberal e encontrar alternativas para a construção de um outro mundo.
Isso em meio a uma das mais graves crises do capitalismo. É neste contexto que a Juventude do PT lança seu jornal, o Jornal da JPT, um instrumento de divulgação de nossa juventude e de nossas opiniões, mas também uma ferramenta para a nossa organização interna e para a formação política de nossa militância.
Nosso jornal, assim como o I Congresso e a I Caravana, é fruto do novo momento pelo qual passa a Juventude do PT. Esse é o período no qual pretendemos dar um salto qualitativo em nossa organização, que nos permita incidir de forma mais efetiva na realidade dos jovens brasileiros.
Não haveria melhor ocasião para lançarmos o Jornal da JPT, se não na oitava edição do Fórum Social Mundial, espaço no qual jovens de todo o Brasil, da América Latina e do mundo participarão representando centenas de movimentos, redes e organizações juvenis, que demonstram toda a diversidade da juventude. Diversidade essa que, em grande medida, está presente também na JPT e que pretendemos retratar e dialogar.
Nesta primeira edição, que esperamos que seja bimestral, apresentamos um pouco do que foi o ano de 2008 para a JPT e quais nossas perspectivas e desafios para 2009. Trazemos nossas expectativas com relação ao FSM 2009 e aproveitamos que este acontece na Amazônia para discutir o Ecossocialismo, conceito e movimento novos para grande parte de nossa militância.
Começamos 2009 sob uma nova ofensiva militar de Israel sobre o povo palestino, temos demonstrado nossa solidariedade em uma nota da JPT, mas principalmente nas ruas, participando de atos e manifestações. Em nosso jornal, reproduzimos um texto do professor Emir Sader sobre o conflito.
O Jornal da JPT discute ainda o tema trabalho, uma das principais preocupações da juventude brasileira, e os 50 anos da revolução cubana, que inspira a nós e a milhares de socialistas de todo o mundo.
Esperamos que você tenha uma boa leitura e que nosso jornal contribua como uma ferramenta para luta por um outro mundo, que dizemos: Sim, é possível!
A primeira edição do jornal tem como centro o Fórum Social Mundial e trás os principais temas discutidos durante o evento.
Em texto da secretária nacional da JPT, Severine Macedo e do coordenador de Relações Internacionais da JPT, Rodrigo César, o Fórum de 2009 é contextualizado na conjuntura, já Gabriela Batista, coordenadora da Rede Juventude e Meio Ambiente (Rejuma) apresenta o debate sobre o Ecossocialismo. Já o secretário de relações internacionais do PT, fala sobre os 50 anos da revolução cubana e o professor Emir Sader, discute o conflito na Palestina. O jornal trás ainda artigo sobre o tema juventude e trabalho e sobre os desafios da JPT para 2009.
A JPT nacional enviará à todas estaduais exemplares do jornal conforme o tamanho de cada estado. E ele também pode ser baixado em formato PDF clicando aqui.
Confira o editorial da primeira edição do Jornal da JPT:
No mesmo momento em que o PT completa seus 29 anos de estrada e o sétimo do desafio de governar o país, milhares de militantes de esquerda e ativistas dos movimentos sociais de todo o mundo se encontram em Belém do Pará, a porta de entrada da Amazônia, para discutir a superação do modelo neoliberal e encontrar alternativas para a construção de um outro mundo.
Isso em meio a uma das mais graves crises do capitalismo. É neste contexto que a Juventude do PT lança seu jornal, o Jornal da JPT, um instrumento de divulgação de nossa juventude e de nossas opiniões, mas também uma ferramenta para a nossa organização interna e para a formação política de nossa militância.
Nosso jornal, assim como o I Congresso e a I Caravana, é fruto do novo momento pelo qual passa a Juventude do PT. Esse é o período no qual pretendemos dar um salto qualitativo em nossa organização, que nos permita incidir de forma mais efetiva na realidade dos jovens brasileiros.
Não haveria melhor ocasião para lançarmos o Jornal da JPT, se não na oitava edição do Fórum Social Mundial, espaço no qual jovens de todo o Brasil, da América Latina e do mundo participarão representando centenas de movimentos, redes e organizações juvenis, que demonstram toda a diversidade da juventude. Diversidade essa que, em grande medida, está presente também na JPT e que pretendemos retratar e dialogar.
Nesta primeira edição, que esperamos que seja bimestral, apresentamos um pouco do que foi o ano de 2008 para a JPT e quais nossas perspectivas e desafios para 2009. Trazemos nossas expectativas com relação ao FSM 2009 e aproveitamos que este acontece na Amazônia para discutir o Ecossocialismo, conceito e movimento novos para grande parte de nossa militância.
Começamos 2009 sob uma nova ofensiva militar de Israel sobre o povo palestino, temos demonstrado nossa solidariedade em uma nota da JPT, mas principalmente nas ruas, participando de atos e manifestações. Em nosso jornal, reproduzimos um texto do professor Emir Sader sobre o conflito.
O Jornal da JPT discute ainda o tema trabalho, uma das principais preocupações da juventude brasileira, e os 50 anos da revolução cubana, que inspira a nós e a milhares de socialistas de todo o mundo.
Esperamos que você tenha uma boa leitura e que nosso jornal contribua como uma ferramenta para luta por um outro mundo, que dizemos: Sim, é possível!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Governo Lula encaminha proposta de reforma política ao Congresso
Voto em lista fechada e financiamento público serão debatidos.
São seis projetos de lei e uma proposta de emenda à Constituição.
Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasíli
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional sete projetos para reformar o sistema político nacional. As mensagens foram enviadas na segunda-feira (9) e publicadas no Diário Oficial nesta terça-feira (10).
Nesta manhã, os ministros José Múcio (Relações Institucionais) e Tarso Genro (Justiça) se encontraram com os presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para debater o tema.
A reforma proposta pelo governo abrange itens como voto em lista fechada para as eleições proporcionais, financiamento público de campanha, fidelidade partidária, cláusula de barreira para partidos políticos e inelegibilidade de candidatos com ficha suja.
Múcio destacou que uma das novidades da reforma é justamente a possibilidade de o Congresso poder debater os temas de forma separada por meio de sete projetos. São cinco projetos de lei ordinários, um de lei complementar e apenas uma emenda constitucional, que necessita de mais apoio para entrar em vigor.
“Esse conjunto de idéias que nós trazemos hoje vem de centenas de entidades da sociedade civil, da academia e de cientistas que estudam este problema. A idéia é aprimorar, e está na vontade suprema dos deputados e senadores aceitar essas idéias e melhorar o sistema”, disse o ministro das Relações Institucionais.
São seis projetos de lei e uma proposta de emenda à Constituição.
Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasíli
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional sete projetos para reformar o sistema político nacional. As mensagens foram enviadas na segunda-feira (9) e publicadas no Diário Oficial nesta terça-feira (10).
Nesta manhã, os ministros José Múcio (Relações Institucionais) e Tarso Genro (Justiça) se encontraram com os presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para debater o tema.
A reforma proposta pelo governo abrange itens como voto em lista fechada para as eleições proporcionais, financiamento público de campanha, fidelidade partidária, cláusula de barreira para partidos políticos e inelegibilidade de candidatos com ficha suja.
Múcio destacou que uma das novidades da reforma é justamente a possibilidade de o Congresso poder debater os temas de forma separada por meio de sete projetos. São cinco projetos de lei ordinários, um de lei complementar e apenas uma emenda constitucional, que necessita de mais apoio para entrar em vigor.
“Esse conjunto de idéias que nós trazemos hoje vem de centenas de entidades da sociedade civil, da academia e de cientistas que estudam este problema. A idéia é aprimorar, e está na vontade suprema dos deputados e senadores aceitar essas idéias e melhorar o sistema”, disse o ministro das Relações Institucionais.
MEC instala comissão implantará Universidade Federal da Fronteira Sul
O ministro da Educação, Fernando Haddad, instala nesta quarta-feira (11), às 15h30, a Comissão de Implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul, que está sendo criada pelo governo federal e funcionará a partir de 2010, envolvendo os três estados da região.
O professor Dilvo Ilvo Ristoff, do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi indicado pelo ministro Fernando Haddad para presidir a comissão, formada por representantes de várias instituições de ensino superior, do próprio MEC, da Capes e da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
A sede da nova universidade será no município de Chapecó, onde funcionará a reitoria. Haverá campi também nas cidades de Erechim, Cerro Largo (ambas no Rio Grande do Sul), Realeza e Laranjeiras do Sul (no Paraná).
Agência Brasil
O professor Dilvo Ilvo Ristoff, do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi indicado pelo ministro Fernando Haddad para presidir a comissão, formada por representantes de várias instituições de ensino superior, do próprio MEC, da Capes e da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
A sede da nova universidade será no município de Chapecó, onde funcionará a reitoria. Haverá campi também nas cidades de Erechim, Cerro Largo (ambas no Rio Grande do Sul), Realeza e Laranjeiras do Sul (no Paraná).
Agência Brasil
PT vive momento de consolidação na sociedade, avaliam líderes
O Partido dos Trabalhadores comemora 29 anos nesta terça-feira (10) com ato político seguido de jantar em Brasília. O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP) afirmou que este é um momento de consolidação do partido. “Com o grau de representatividade que o PT tem hoje, a capilaridade que tem e o que representa para o povo brasileiro com o presidente Lula”, disse. “O PT sempre apresentou para o País um projeto nacional, cuja principal característica foi demonstrar que a participação popular na política é uma forma de acumular forças para um projeto de sociedade”, ressaltou Berzoini.
Na avaliação de Berzoini, o partido tem muitos desafios pela frente. “O PT é um partido socialista e, como tal, mesmo com tudo que já realizamos, ainda tem um longo espaço de consolidação, organização nacional e de seu próprio programa de partido”, disse Ricardo Berzoini.
“Precisamos trabalhar com a ideia de que o governo Lula é um passo importantíssimo. Mostrar que é possível fazer transformações importantes mas que nossos objetivos são muitos maiores do que apenas governar o Brasil por um período”, ressaltou o presidente nacional do PT.
O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), destacou a importância histórica da legenda. “O PT representa um movimento político e cultural importante na história recente do País. É um partido que prima pelo desenvolvimento econômico e social e que busca a formação de uma sociedade igualitária e solidária, baseada numa hierarquia de valores como fraternidade, solidariedade e democracia”, afirmou.
Vaccarezza ressaltou a busca do PT pela construção de uma sociedade socialista. “O PT já surgiu demarcando campos, com o velho movimento socialista do século XIX e com aqueles que defendiam apenas a melhoria do capitalismo. Introjetamos no movimento socialista do Brasil a concepção de que a democracia tem um valor internacional. É a liberdade de manifestação de todos os segmentos e de todas as lutas por direitos das minorias e contra discriminação sexual, racial e religiosa. No futuro, o moderno é o PT”, afirmou.
O líder do Governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), destacou a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das grandes vitórias do PT nos últimos 29 anos. “Nesse período, o partido se consolidou por, acima de tudo, dar voz e trazer para a participação política um conjunto de lideranças e uma parcela da população brasileira que não tinham esse protagonismo. Dentre outras coisas, o PT e seus aliados conseguiram ser o instrumento político para trazer à Presidência da República um operário e líder de esquerda, como é o caso do presidente Lula”, afirmou.
Fontana lembrou que, assim como Lula, outros líderes populares foram eleitos “em diversos recantos do Brasil” sob a marca do petismo. “ O PT construiu um conjunto de lutas que estão transformando o Brasil. No futuro, o PT tem que ser cada vez mais um partido para defender a idéia da esquerda no País, a idéia da transformação social, que estamos vivenciando com o presidente Lula”, disse.
Para o líder do Governo, é preciso aprofundar as transformações obtidas até aqui. “O maior desafio para o PT é se fazer consolidar de tal maneira na representatividade social e popular que nos permita eleger a sucessora do presidente Lula, mostrando que o PT e seus aliados têm condições de continuar na Presidência do País”, afirmou.
Agência Informes
Na avaliação de Berzoini, o partido tem muitos desafios pela frente. “O PT é um partido socialista e, como tal, mesmo com tudo que já realizamos, ainda tem um longo espaço de consolidação, organização nacional e de seu próprio programa de partido”, disse Ricardo Berzoini.
“Precisamos trabalhar com a ideia de que o governo Lula é um passo importantíssimo. Mostrar que é possível fazer transformações importantes mas que nossos objetivos são muitos maiores do que apenas governar o Brasil por um período”, ressaltou o presidente nacional do PT.
O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), destacou a importância histórica da legenda. “O PT representa um movimento político e cultural importante na história recente do País. É um partido que prima pelo desenvolvimento econômico e social e que busca a formação de uma sociedade igualitária e solidária, baseada numa hierarquia de valores como fraternidade, solidariedade e democracia”, afirmou.
Vaccarezza ressaltou a busca do PT pela construção de uma sociedade socialista. “O PT já surgiu demarcando campos, com o velho movimento socialista do século XIX e com aqueles que defendiam apenas a melhoria do capitalismo. Introjetamos no movimento socialista do Brasil a concepção de que a democracia tem um valor internacional. É a liberdade de manifestação de todos os segmentos e de todas as lutas por direitos das minorias e contra discriminação sexual, racial e religiosa. No futuro, o moderno é o PT”, afirmou.
O líder do Governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), destacou a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das grandes vitórias do PT nos últimos 29 anos. “Nesse período, o partido se consolidou por, acima de tudo, dar voz e trazer para a participação política um conjunto de lideranças e uma parcela da população brasileira que não tinham esse protagonismo. Dentre outras coisas, o PT e seus aliados conseguiram ser o instrumento político para trazer à Presidência da República um operário e líder de esquerda, como é o caso do presidente Lula”, afirmou.
Fontana lembrou que, assim como Lula, outros líderes populares foram eleitos “em diversos recantos do Brasil” sob a marca do petismo. “ O PT construiu um conjunto de lutas que estão transformando o Brasil. No futuro, o PT tem que ser cada vez mais um partido para defender a idéia da esquerda no País, a idéia da transformação social, que estamos vivenciando com o presidente Lula”, disse.
Para o líder do Governo, é preciso aprofundar as transformações obtidas até aqui. “O maior desafio para o PT é se fazer consolidar de tal maneira na representatividade social e popular que nos permita eleger a sucessora do presidente Lula, mostrando que o PT e seus aliados têm condições de continuar na Presidência do País”, afirmou.
Agência Informes
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Lula pede que prefeitos assumam metas sociais e trabalhem para melhorar a vida dos pobres
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente Luís Inácio Lula da Silva convocou hoje (10) os prefeitos a assumirem quatro compromissos sociais em sua gestão: reduzir o analfabetismo, o sub-registro civil, a mortalidade infantil e melhorar o acesso do pequeno agricultor ao crédito.
Ele argumentou que não basta investir em obras de infra-estrutura, é preciso melhorar também a vida dos mais pobres.
“Cada um pode fazer a ponte que quiser, a estrada que quiser. Mas se a gente fizer tudo isso e, no final do nosso mandato, ainda quisermos esses índices [analfabetismo, pessoas sem certidão de nascimento e outros documentos, crianças morrendo nos primeiros anos de vida e produtores sem financiamento], significa que fizemos pouco pela parte pobre dos municípios”, disse Lula na abertura do Encontro Nacional com os Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.
O presidente já havia chamado os governadores das regiões Norte e Nordeste para assumir o mesmo compromisso de atingir metas sociais, em reunião realizada na semana passada no Palácio do Planalto. O objetivo do governo, com a busca da parceria com governadores e prefeitos, é reduzir as desigualdades regionais em dois anos.
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente Luís Inácio Lula da Silva convocou hoje (10) os prefeitos a assumirem quatro compromissos sociais em sua gestão: reduzir o analfabetismo, o sub-registro civil, a mortalidade infantil e melhorar o acesso do pequeno agricultor ao crédito.
Ele argumentou que não basta investir em obras de infra-estrutura, é preciso melhorar também a vida dos mais pobres.
“Cada um pode fazer a ponte que quiser, a estrada que quiser. Mas se a gente fizer tudo isso e, no final do nosso mandato, ainda quisermos esses índices [analfabetismo, pessoas sem certidão de nascimento e outros documentos, crianças morrendo nos primeiros anos de vida e produtores sem financiamento], significa que fizemos pouco pela parte pobre dos municípios”, disse Lula na abertura do Encontro Nacional com os Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.
O presidente já havia chamado os governadores das regiões Norte e Nordeste para assumir o mesmo compromisso de atingir metas sociais, em reunião realizada na semana passada no Palácio do Planalto. O objetivo do governo, com a busca da parceria com governadores e prefeitos, é reduzir as desigualdades regionais em dois anos.
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