terça-feira, 10 de março de 2009

Unitins pede mais tempo ao MEC para explicar denúncias

Wákila Mesquita


A Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) pediu mais tempo ao Ministério da Educação (MEC) para apresentar documentos provando que acatou as decisões da Secretaria de Educação a Distância ou justificando as situações que o MEC considerou irregulares.

Há 11 dias o ministério proibiu a Unitins de fazer vestibulares ou receber mais alunos por qualquer processo seletivo. Ficou vetado também a cobrança de mensalidades. A universidade ganhou o prazo de 10 dias para se explicar, agora quer mais tempo.

A Assessoria de Imprensa da Universidade, que informou sobre a solicitação de pedido de extensão do prazo, não deu informações a respeito de quanto tempo será necessário.

A Assessoria de Imprensa de Educação da Distância do MEC informou ainda não ter dados sobre a questão.

O MEC optou por aplicar as medidas depois que o Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) denunciou a Unitins aelgando impossibilidade de realizar o vestibular e pedindo o fim da cobrança de mensalidades, por ser a Unitins, uma instituição pública.
portal CT

segunda-feira, 9 de março de 2009

Vendas de automóveis sobem 1% em fevereiro, ante janeiro, diz Anfavea

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que as vendas em fevereiro de 2009 totalizaram 199,4 mil unidades, o que representa um crescimento de 1% ante janeiro, e uma redução de 0,7% ante fevereiro de 2008. No acumulado do bimestre, foram comercializadas 396,8 mil unidades, um volume 4,6% inferior ao registrado em igual intervalo de 2008.

Segundo a entidade, foram produzidos no segundo mês do ano 201,7 mil veículos, o que representa crescimento de 9,2% ante janeiro. Na comparação com igual mês do ano passado, a produção caiu 20,6%. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, foram produzidos 386,5 mil veículos, com retração de 24,1% sobre mesmo período de 2008.

As exportações, segundo a Anfavea, somaram US$ 538,8 milhões em fevereiro de 2009, com crescimento de 27,1% ante janeiro. Na comparação com fevereiro de 2008, as vendas externas caíram 49,2%. No acumulado do bimestre, as exportações totalizaram US$ 962,7 milhões, com recuo de 53,8% ante igual período de 2008.

As vendas de automóveis e comerciais leves, modelo bicombustível (flex), somaram 166.812 unidades em fevereiro de 2009, com participação de 87,2% das vendas do segmento. O resultado corresponde a uma queda de 1,14% na comparação com fevereiro de 2008, quando foram vendidas 168.744 unidades.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as vendas do segmento totalizaram 330.357 unidades, com redução de 5,2% ante igual período de 2008. No acumulado do primeiro bimestre deste ano, as vendas do modelo bicombustível responderam 86,7% do total no segmento.

Postos de trabalho
O setor automotivo encerrou fevereiro com 123.948 postos de trabalho, o que representa uma redução de 1,4% em relação a janeiro, quando eram 125.734 empregados nas montadoras no País, de acordo com dados divulgados pela Anfavea. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, o número cresceu 1,3%.

Do total empregado no setor no segundo mês de 2009, 108.291 eram funcionários das montadoras e o restante estava empregado nas fabricantes de máquinas agrícolas, segundo a Anfavea.

Governo lança Observatório Brasil da Igualdade de Gênero nesta segunda

Como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher (8 de março) realizada pelo governo federal, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher promovem nesta segunda-feira (9) e na terça (10), o seminário Mais Mulheres no Poder: uma questão da democracia. Durante o evento, a ministra Nilcéa Freire, da SPM, vai assinar a portaria ministerial que institui o Prêmio Mais Mulheres.

Durante a abertura será lançado o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero e feita uma homenagem a diferentes mulheres que ocupam espaços de poder e decisão, se destacando em suas áreas de atuação.

Esta é uma iniciativa da SPM em parceria com instituições governamentais, não-governamentais, universidades, agências internacionais e representantes da sociedade civil. O observatório contará com um site na internet e funcionará por meio de grupos de trabalho que farão o monitoramento e produzirão análises e conteúdos sobre indicadores, políticas públicas, comunicação e mídia e legislação. Neste ano, seu foco temático é Mulheres, Poder e Decisão.

Segundo a ministra Nilcéa Freire a iniciativa de lançar um Observatório no Brasil surgiu a partir da criação de um Observatório de Gênero para América Latina e Caribe, no âmbito da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) como estratégia de disseminação de informações acerca das desigualdades de gênero e dos direitos das mulheres. "A existência desse Observatório é importante para a sociedade e para o governo federal, porque é uma ferramenta que visa à formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas para a realidade das mulheres no Brasil", afirmou a ministra.

O seminário contará com a presença de Françoise Gaspard, cientista social francesa, autora de trabalhos sobre o tema da paridade e experiência na vida política como prefeita e deputada, e da ministra Dilma Roussef, Casa Civil. Estarão presentes na abertura do Seminário deputadas(os) e senadoras(es), representantes do PNUD e do UNIFEM no Brasil, entre outras autoridades.

No dia 10 de março o Seminário acontece a partir das 9h, no Salão Oeste do Palácio do Planalto. Em duas mesas, serão debatidos temas como: a sub-representação das mulheres nos espaços de poder e decisão; a democracia, as mulheres e o poder; e a reforma política.

O seminário será realizado no Auditório Central do Memorial JK, em Brasília.

Comite de combate a dengue discute com os vereadores soluções para o problema

Em reunião hoje 09/03/2009 as 9:horas da manhã, os menbros do comite municipal de combate a dengue de Araguaina, reuniran se com os vereadores para buscar soluções para minimizar a incidencia da doença em nosso municipio, o comite encaminhou algumas propostas para os vereadores que se mostraram dispostos a contribuir, o comite deverá se reunir brevimente para avaliar as ações que ja foram executadas.

domingo, 8 de março de 2009

Investimento em escolas técnicas para educação profissional é o maior da história

Em 2009, o Brasil terá 100 novas escolas técnicas federais. Só esta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está inaugurando sete novos campi de institutos federais - três ontem no Rio de Janeiro e quatro nesta sexta-feira (6) no Espírito Santo. Os recursos para a expansão da rede federal são da ordem de R$ 1,1 bilhão. O Ministério de Educação tem hoje o maior orçamento dos últimos anos para investir na educação profissional.
As 100 novas escolas fazem parte de um projeto inovador que buscou atender às necessidades do arranjo produtivo local em cada região. Os cursos técnicos e superiores que serão oferecidos nessas escolas estão integrados ao mercado de trabalho. Até o final de 2010, o Brasil terá mais de 350 instituições desse nível.

Leia artigo do presidente Lula sobre o assunto.

Há exemplos, inclusive, de escolas técnicas federais que desenvolveram cursos para atender à demanda por profissionais em seus estados.

É o caso do Espírito Santo, que receberá quatro novas escolas técnicas esta semana. Lá, a Vale do Rio Doce fechou um convênio com o instituto federal do Espírito Santo para a implantação do curso técnico em ferrovias (nas modalidades integrada e subsequente) na unidade de ensino de Cariacica.

A empresa investiu R$ 6 milhões para a construção e aparelhamento das instalações e capacitação de docentes. O curso foi elaborado com o auxílio de especialistas que trabalham na área de ferrovias da Vale.

Oportunidades
As novas escolas técnicas vão aumentar o leque de oportunidades para os jovens brasileiros. No Brasil, o ensino médio é a etapa da educação básica na qual se registram os maiores índices de evasão - menos de 30% dos jovens de 18 a 24 anos chegam ao ensino superior.

Sem perspectivas de ingressar na universidade, muitos deixam as salas de aula. Com a educação profissional, o jovem conclui o ensino médio pronto para o mercado de trabalho.

Outra preocupação dos institutos federais é o déficit de professores de química, física, biologia e matemática. Para sanar o problema, 30% das matrículas das instituições vão para licenciaturas nessas áreas.

Para o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, o aumento dos investimentos veio a partir de uma mudança de conceitos. "Hoje, a educação profissional é tida pelo governo federal como um fator estratégico para o desenvolvimento do país. Faltam profissionais qualificados no mercado", explica.

Escolas

Das 100 escolas que serão entregues este ano, 33 estarão na região Nordeste. O Sudeste terá 28; o Sul, 16; o Norte, 12 e o Centro-Oeste, 11. Em cada nova unidade são investidos cerca de R$ 5 milhões, entre infra-estrutura, equipamentos e mobiliário. Desde 2005, estão em funcionamento 75 unidades.

Mulheres da resistência à ditadura são anistiadas

Como parte das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher - neste domingo, 8 de março - a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concluiu o exame de 17 processos, e realizou sessão especial de homenagem na qual anistiou e concedeu reparação financeira para várias mulheres que combateram e foram perseguidas pela ditadura militar (1964-85).

Em alguns casos foram contemplados também, postumamente, ex-marido, pais e irmãos dessas mulheres. Entre as anistiadas, como bem destaca a Folha de S.Paulo hoje, estão duas das mais emblemáticas personagens, entre as mulheres da resistência à ditadura militar: Iara Xavier e Denise Crispim, que tiveram quase que a família inteira dizimada pelas forças de repressão daqueles anos sombrios.

Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Iara conviveu em casa com Carlos Marighela que, conforme ela declarou ao jornal, foi quem a "inspirou a ser a pessoa que é". Pegou em armas, treinou guerrilha em Cuba e participou de diversas ações. Nunca foi presa, mas perdeu os dois irmãos em menos de seis meses - Alex, morto em janeiro de 72, e Iuri, em junho - sua mãe foi presa e torturada e o marido, Arnaldo Cardoso Rocha, também da ALN, foi morto em 1973, quando ela estava grávida de três meses. Iara receberá de indenização R$ 100 mil.

Denise deixou o país no início da década de 70, viveu na Itália, e perdeu o companheiro, Eduardo Leite, o "Bacuri" quando estava grávida de seis meses. Denise viu "Bacuri" pela última vez na prisão, "desfigurado". Seus pais também foram perseguidos e o irmão assassinado em 1970. Ela recebeu indenização de R$ 110 mil e pensão de R$ 1.236 mensais.

Também perseguida, presa e torturada pela ditadura, a ministra chefe da Casa Civil da presidência da República, Dilma Rousseff, convidada mas impossibilitada de comparecer à sessão, enviou carta em que homenageou as mulheres e destacou o papel delas naquela "perigosa travessia".

Uno-me à Comissão de Anistia e, nesse momento, rendo também as minhas homenagens a essas bravas mulheres.

Ato contra a folha reune 400 pessoas

Cerca de 400 pessoas se reuniram na manhã deste sábado em frente à sede da Folha de S.Paulo (região central paulistana), em protesto contra o pavoroso neologismo “ditabranda”, criado e publicado pelo jornal em seu editorial “Limites a Chávez”, no dia 17 de fevereiro pp.

Na editorial para criticar a vitória do “sim” no referendo que, democraticamente e por decisão soberana do povo da Venezuela, permitirá a reeleição do presidente Hugo Chávez, a Folha alinhou os 21 anos de ditadura militar imposta ao povo brasileiro entre “as chamadas ‘ditabrandas’ (de) países que partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça (...)”

A FSP respondeu de forma enviesada e com visível má vontade as inúmeras cartas de protesto que recebeu contra o editorial. Aproveitou para agredir dois professores da Universidade de São Paulo (USP) que lhe escreveram, o advogado Fabio Konder Comparato e a educadora Maria Victória Benevides. O jornal considerou a indignação manifestada pelos dois como “cínica e mentirosa”.

Críticas à cobertura dos movimentos social e sindical

Hoje representantes de entidades como a Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência, União Nacional dos Estudantes (UNE), os sindicatos dos Bancários e dos Funcionários dos Correios de São Paulo, marcaram presença no ato organizado pelo Movimento dos Sem Mídia.

William Mendes, do Sindicato dos Bancários, declarou: “Estou muito preocupado com o amanhã porque esse veículo de comunicação (Folha), e os demais da grande mídia, querem refazer a história”. Criticando a cobertura dada pela mídia às manifestações sociais e sindicais, Mendes completou: “na Folha, estudante que fizer alguma manifestação é baderneiro. E como é tratado o movimento sindical e social? (...) Precisamos ficar atentos a essas leituras”.

"Em 1987- rememorou o sindicalista - numa greve colocamos 5 mil bancários na porta do jornal porque a Folha não deu uma linha (sobre a paralisação). Se há um protesto dos bancários, o que vai ser divulgado (pela mídia) é o quanto nós atrapalhamos o trânsito, e não nossas reivindicações”.