O equilíbrio entre a vida pessoal, o trabalho e a vida familiar dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros será tema de um seminário promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
De acordo com a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, o seminário vai preparar os representantes do governo e da sociedade civil brasileira para as discussões que irão ocorrer na Convenção Geral da OIT, marcada para junho deste ano em Genebra, na Suíça.
Segundo ela, existe uma situação desigual entre homens e mulheres no que diz respeito à divisão de tarefas e de tempo livre para cuidar de assuntos pessoais. Por questões culturais, os cuidados com a família - crianças, idosos, familiares doentes - ainda ficam mais a cargo da mulher, mesmo quando ela trabalha e chefia a família.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, 67% dos homens que são chefes de família são casados e têm filhos. Já entre as mulheres que são chefes de família, 49% têm filhos, mas não têm parceiros. Para Laís, os números demonstram que, mesmo quando chefiam as famílias, os homens dividem as responsabilidades financeiras e de cuidados, enquanto as mulheres acumulam as funções.
"O homem não está sozinho nesta tarefa. As mulheres que são chefes de família e não têm parceiros ou cônjuges estão sozinhas. Isso significa que elas mesmas vão ter que exercer essas tarefas ou elas vão ter que recorrer a outro membro da família, que em geral é uma mulher - pode ser a mãe, a irmã ou a filha mais nova", afirma Laís. Na avaliação dela, isso explica porque 72% dos jovens entre 15 e 24 anos que não estudam e não trabalham na América Latina são mulheres. "Ou seja, esse estereótipo de que são as mulheres as responsáveis pela casa e a família prejudica também a inserção e a autonomia financeira das gerações futuras", completa.
Mas, apesar dessa situação de desvantagem das mulheres no mercado de trabalho e na vida pública em geral - inclusive política - a vice-diretora do Unifem no Brasil, Júnia Puglia, defende que as empresas ofereçam oportunidades para que ambos os sexos tenham facilidade de conciliar os cuidados com a casa e a família com o trabalho. "É preciso promover a idéia de que os trabalhos domésticos e os cuidados com a família e os filhos são responsabilidades do pai e da mãe", explica. Segundo ela, é preciso reforçar o conceito de "responsabilidade paterna" para que os homens sintam que as obrigações com a família também são deles.
Para elas, a melhora da percepção de divisão de responsabilidades virá com políticas públicas, como aumento da licença paternidade, expansão dos serviços públicos como acesso a creches e até eletricidade e água - o que facilita e diminui o tempo gasto com os trabalhos domésticos.
Além disso, a OIT e o Unifem defendem que as empresas também colaborem para a melhoria do equilíbrio entre família, casa e trabalho. Segundo Laís e Júnia, os acordos coletivos devem incluir cláusulas de auxílio-creche para trabalhadores que tenham responsabilidades familiares, e não apenas as mulheres. As empresas também devem colaborar permitindo flexibilização de horários para trabalhadores com essas características, de modo que tenham condições de acompanhar os filhos ao colégio ou ao médico, por exemplo.
Os organismos internacionais cobram ainda que os acordos coletivos de trabalho ampliem o conceito de família, eliminando cláusulas que reforcem a responsabilização exclusiva da mulher sobre família e filhos, e incluindo os homens.
O seminário tripartite para discutir o assunto será realizado de 16 a 18 de março em Brasília.
CUT
quinta-feira, 12 de março de 2009
Dilma e seu maior desafio: viabilizar projeto nacional
Para a historiadora Selma Rocha, diretora da Fundação Perseu Abramo, uma vez eleita, o maior desafio da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata a presidência da República, não é o preconceito em relação às mulheres. “O que está em questão é (viabilizar) um projeto nacional” que corrija as desigualdades no Brasil, comentou a historiadora com exclusividade para meu site, na série de notas e entrevistas relativas ao Dia Internacional da Mulher, comemorado domingo (08.03).
Selma Rocha“Dilma é uma das pessoas centrais do governo no sentido de defender um modelo de superação de desigualdades, ancorado na idéia de que você precisa fortalecer o emprego e o mercado interno”, avalia a historiadora.
Militante desde a fundação do PT, Selma deu início a sua trajetória no teatro, questionando a arte engajada. “Minha primeira atividade política, aos 15 anos, foi ir à missa (culto ecumênico) pela morte do Wladimir Herzog” (jornalista assassinado sob tortura dentro do DOI-Codi de São Paulo), lembra Selma.
Lei não reduz a discriminação
A diretora da Fundação Perseu Abramo considera importante a lei que definiu um mínimo de 30% de candidatas em cada partido, mas acredita que o mecanismo é insuficiente para combater a discriminação sofrida pelas mulheres.
Para ela, o problema está nas difíceis condições de igualdade de participação política para as mulheres, ainda longe de serem superadas: “A participação das mulheres tem impedimentos que refletem uma desigualdade mais profunda, e não só política. É a desigualdade de direitos entre homens e mulheres na sociedade”, ressalta a historiadora.
A presença feminina na política também tem um papel ainda mais amplo, como Selma destacou: “A maior participação das mulheres vai enriquecer muito a democracia e a vida social. A perspectiva que as mulheres trazem de suas experiências para o mundo social são muito importantes”, avalia.
Selma Rocha“Dilma é uma das pessoas centrais do governo no sentido de defender um modelo de superação de desigualdades, ancorado na idéia de que você precisa fortalecer o emprego e o mercado interno”, avalia a historiadora.
Militante desde a fundação do PT, Selma deu início a sua trajetória no teatro, questionando a arte engajada. “Minha primeira atividade política, aos 15 anos, foi ir à missa (culto ecumênico) pela morte do Wladimir Herzog” (jornalista assassinado sob tortura dentro do DOI-Codi de São Paulo), lembra Selma.
Lei não reduz a discriminação
A diretora da Fundação Perseu Abramo considera importante a lei que definiu um mínimo de 30% de candidatas em cada partido, mas acredita que o mecanismo é insuficiente para combater a discriminação sofrida pelas mulheres.
Para ela, o problema está nas difíceis condições de igualdade de participação política para as mulheres, ainda longe de serem superadas: “A participação das mulheres tem impedimentos que refletem uma desigualdade mais profunda, e não só política. É a desigualdade de direitos entre homens e mulheres na sociedade”, ressalta a historiadora.
A presença feminina na política também tem um papel ainda mais amplo, como Selma destacou: “A maior participação das mulheres vai enriquecer muito a democracia e a vida social. A perspectiva que as mulheres trazem de suas experiências para o mundo social são muito importantes”, avalia.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Política de Obama para Brasil 'será infinitamente melhor', diz Lula ao WSJ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que as políticas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para o Brasil sejam melhores do que as do ex-presidente George W. Bush, em entrevista exclusiva ao jornal americano The Wall Street Journal, publicada nesta quarta-feira (11), três dias antes do primeiro encontro entre os dois líderes, em Washington.
"As políticas de Bush para o Brasil eram dignas. Mas creio que elas serão infinitamente melhores com Obama", afirmou Lula.
Segundo o jornal, a "trajetória incomum" do brasileiro até o poder pode favorecer a relação entre os dois presidentes.
"Lula deixou a escola e trabalhou como operário, perdendo um dedo em um acidente de trabalho. Sua trajetória dá a ele uma enorme reserva de boa vontade em uma região onde há um enorme racha entre ricos e pobres", diz o Wall Street Journal. "As origens humildes de Lula também fazem aumentar as expectativas de que ele consiga estabelecer um relacionamento especialmente produtivo com Obama, cujo passado tampouco previa a chegada ao poder."
América Latina
O diário americano afirma que as relações com o Brasil estão subindo no ranking de prioridades dos Estados Unidos, por causa dos recém-descobertos campos de petróleo no litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo, e também devido à importância do Brasil na América Latina.
"O Brasil pode ter um papel fundamental na melhora das relações dos Estados Unidos com a América Latina... Lula disse que está insistindo para que o presidente venezuelano Hugo Chávez amenize sua retórica anti-EUA e veja a mudança na administração americana como uma oportunidade para repaginar as relações", diz o Wall Street Journal.
Na entrevista, Lula defendeu o fim do embargo econômico americano para Cuba.
"Não há motivos humanos, sociológicos ou políticos para manter o embargo", disse. "Temos que olhar para o futuro, e não podemos fazer política no século 21 baseados no que aconteceu no século 20."
Crise
O presidente também voltou a criticar fortemente o protecionismo de recentes medidas adotadas por alguns países para tentar conter a atual crise econômica, dizendo que ele ameaça as economias emergentes.
"O protecionismo pode parecer benéfico inicialmente", afirmou. "Mas a longo prazo, ele fere os países, principalmente os países pobres, que precisam vender seus produtos para os países ricos."
Lula alertou que crise ameaça atrapalhar o crescimento que estava diminuindo a pobreza nos países em desenvolvimento, e pediu ajuda financeira e outras medidas para tentar conter seus efeitos.
"Não podemos aceitar a ideia de que, por causa da irresponsabilidade dos banqueiros e da irresponsabilidade de alguns líderes, que não regulamentaram o setor financeiro, o resto do mundo tenha que pagar a conta - principalmente os mais pobres", afirmou.
Lula disse acreditar que o Brasil vai evitar a recessão este ano, mesmo se houver contração nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.
O presidente afirmou, no entanto, que a crise oferece uma oportunidade para que se crie uma economia onde os investidores de Wall Street tenham um papel bem menor.
"O mundo será menos falso", disse. "A economia que vai contar será aquela que produzir milho, arroz, um parafuso, um carro, um terno, um relógio."
BBC Brasil
"As políticas de Bush para o Brasil eram dignas. Mas creio que elas serão infinitamente melhores com Obama", afirmou Lula.
Segundo o jornal, a "trajetória incomum" do brasileiro até o poder pode favorecer a relação entre os dois presidentes.
"Lula deixou a escola e trabalhou como operário, perdendo um dedo em um acidente de trabalho. Sua trajetória dá a ele uma enorme reserva de boa vontade em uma região onde há um enorme racha entre ricos e pobres", diz o Wall Street Journal. "As origens humildes de Lula também fazem aumentar as expectativas de que ele consiga estabelecer um relacionamento especialmente produtivo com Obama, cujo passado tampouco previa a chegada ao poder."
América Latina
O diário americano afirma que as relações com o Brasil estão subindo no ranking de prioridades dos Estados Unidos, por causa dos recém-descobertos campos de petróleo no litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo, e também devido à importância do Brasil na América Latina.
"O Brasil pode ter um papel fundamental na melhora das relações dos Estados Unidos com a América Latina... Lula disse que está insistindo para que o presidente venezuelano Hugo Chávez amenize sua retórica anti-EUA e veja a mudança na administração americana como uma oportunidade para repaginar as relações", diz o Wall Street Journal.
Na entrevista, Lula defendeu o fim do embargo econômico americano para Cuba.
"Não há motivos humanos, sociológicos ou políticos para manter o embargo", disse. "Temos que olhar para o futuro, e não podemos fazer política no século 21 baseados no que aconteceu no século 20."
Crise
O presidente também voltou a criticar fortemente o protecionismo de recentes medidas adotadas por alguns países para tentar conter a atual crise econômica, dizendo que ele ameaça as economias emergentes.
"O protecionismo pode parecer benéfico inicialmente", afirmou. "Mas a longo prazo, ele fere os países, principalmente os países pobres, que precisam vender seus produtos para os países ricos."
Lula alertou que crise ameaça atrapalhar o crescimento que estava diminuindo a pobreza nos países em desenvolvimento, e pediu ajuda financeira e outras medidas para tentar conter seus efeitos.
"Não podemos aceitar a ideia de que, por causa da irresponsabilidade dos banqueiros e da irresponsabilidade de alguns líderes, que não regulamentaram o setor financeiro, o resto do mundo tenha que pagar a conta - principalmente os mais pobres", afirmou.
Lula disse acreditar que o Brasil vai evitar a recessão este ano, mesmo se houver contração nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.
O presidente afirmou, no entanto, que a crise oferece uma oportunidade para que se crie uma economia onde os investidores de Wall Street tenham um papel bem menor.
"O mundo será menos falso", disse. "A economia que vai contar será aquela que produzir milho, arroz, um parafuso, um carro, um terno, um relógio."
BBC Brasil
terça-feira, 10 de março de 2009
Dilma: Programa habitacional ajudará o Brasil a recuperar crescimento
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reafirmou nesta terça-feira que tem expectativas positivas para o ano de 2009. “Esperamos três meses ainda difíceis, mas bem melhores que outubro, novembro e dezembro [de 2008]. Para uma retomada ainda maior a partir do segundo semestre”, afirmou.
Para Dilma, o Brasil começa a se recuperar crise. “Essa queda brutal na produção industrial brasileira e na produção em geral, agora, no segundo momento, está sendo metabolizado.”
Um dos fatores que deve contribuir para o crescimento da economia é o programa habitacional do governo que deve ser lançado nos próximos meses, destinado a pessoas que recebam até três salários mínimos.
Segundo Dilma, o programa ainda não saiu do papel pois, o governo está ouvindo prefeitos, governadores, empresas da construção civil, movimentos sociais que lutam pela habitação para lançar um programa que supra todas as deficiências da população. “Quisemos escutá-los para entender os principais gargalos. Para que esse projeto de construção de um milhão de habitações, ao ser desencadeado, comece a produzir [resultados] imediatamente ”
Dilma também afirmou que o programa deve ter duplo efeito: combate ao déficit habitacional e geração de empregos. Para isso, a ministra conta com a participação de instituições financeiras para o financiamento de recursos. “Iremos nos reunir com agente financeiros privados, é um volume muito grande de casas”
Para Dilma, o Brasil começa a se recuperar crise. “Essa queda brutal na produção industrial brasileira e na produção em geral, agora, no segundo momento, está sendo metabolizado.”
Um dos fatores que deve contribuir para o crescimento da economia é o programa habitacional do governo que deve ser lançado nos próximos meses, destinado a pessoas que recebam até três salários mínimos.
Segundo Dilma, o programa ainda não saiu do papel pois, o governo está ouvindo prefeitos, governadores, empresas da construção civil, movimentos sociais que lutam pela habitação para lançar um programa que supra todas as deficiências da população. “Quisemos escutá-los para entender os principais gargalos. Para que esse projeto de construção de um milhão de habitações, ao ser desencadeado, comece a produzir [resultados] imediatamente ”
Dilma também afirmou que o programa deve ter duplo efeito: combate ao déficit habitacional e geração de empregos. Para isso, a ministra conta com a participação de instituições financeiras para o financiamento de recursos. “Iremos nos reunir com agente financeiros privados, é um volume muito grande de casas”
Começa nesta terça, em Brasília, o 10º Congresso Nacional da Contag
Tem início nesta terça-feira (10) o 10º Congresso Nacional da Contag, com a participação de aproximadamente 3 mil delegados e delegadas de todo o país. Para a cerimônia de abertura são aguardadas as presenças do presidente Lula, do presidente da CUT, Artur Henrique, de parlamentares e lideranças sindicais de todas as regiões. O Congresso prossegue até o dia 14, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
No dia 13, as delegações vão escolher a nova direção da entidade e debaterão também a manutenção da filiação da Contag à CUT. Para Carmen Foro, vice-presidente da Central e coordenadora da Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora Rural da Contag, o Congresso "é o momento maior de nossa entidade, e eu continuo apostando na organização dos homens e mulheres do campo. A Contag e a CUT representam uma grande aliança política. Sem menosprezo a nenhuma outra, para mim a melhor central é a CUT. A CUT tem mais a nossa cara, é a central próxima ao campo".
Carmen também destaca o lançamento da campanha "Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta", com a presença da ministra Nicéia Freire (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres), prevista para acontecer amanhã pela manhã.
CUT
No dia 13, as delegações vão escolher a nova direção da entidade e debaterão também a manutenção da filiação da Contag à CUT. Para Carmen Foro, vice-presidente da Central e coordenadora da Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora Rural da Contag, o Congresso "é o momento maior de nossa entidade, e eu continuo apostando na organização dos homens e mulheres do campo. A Contag e a CUT representam uma grande aliança política. Sem menosprezo a nenhuma outra, para mim a melhor central é a CUT. A CUT tem mais a nossa cara, é a central próxima ao campo".
Carmen também destaca o lançamento da campanha "Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta", com a presença da ministra Nicéia Freire (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres), prevista para acontecer amanhã pela manhã.
CUT
Lula vai transformar SPM em ministério para fortalecer políticas para mulheres
Durante evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai transformar a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres em ministério.
Segundo Lula, o status de ministério garante liberdade orçamentária que gera impacto direto na elaboração e execução de políticas públicas. O presidente estuda também transformar em ministério a Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
Desde agosto ano passado, tramita no Congresso Nacional projeto de lei para criar o Ministério da Pesca, no lugar da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. No início de 2008, Lula mudou o status do cargo do titular da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial para ministro de Estado.
O presidente defende as secretarias e ministérios criados em seu governo. De acordo com Lula, quem achar que há um inchaço de cargos no governo federal que termine com eles quando assumir o governo. “Um país rico como esse tem mais é que criar tantas quantas secretarias forem necessárias para atender a demanda da sociedade”, disse.
Lula rebateu também as críticas por ter distribuído camisinhas durante o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. O presidente justificou que seria um fingimento afirmar que a adoção do preservativo não traz benefícios para a população.
“Não posso como pai e presidente da República fingir que distribuir preservativo é ruim. Quem sabe o que significa o que é a aids, tem mais é que levantar a cabeça e falar o governo tem que tratar dessas coisas”, disse na abertura do Seminário Mais Mulheres no Poder, no Memorial Juscelino Kubitschek.
Ao falar da importância da mulher na sociedade, Lula afirmou ser “um cinismo cultural do mundo” menosprezar a contribuição das mulheres que deixam de trabalhar para cuidar dos filhos. Segundo ele, se o trabalho doméstico fosse bom, o homem assumiria essa tarefa e não a mulher.
Agência Brasil
Segundo Lula, o status de ministério garante liberdade orçamentária que gera impacto direto na elaboração e execução de políticas públicas. O presidente estuda também transformar em ministério a Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
Desde agosto ano passado, tramita no Congresso Nacional projeto de lei para criar o Ministério da Pesca, no lugar da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. No início de 2008, Lula mudou o status do cargo do titular da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial para ministro de Estado.
O presidente defende as secretarias e ministérios criados em seu governo. De acordo com Lula, quem achar que há um inchaço de cargos no governo federal que termine com eles quando assumir o governo. “Um país rico como esse tem mais é que criar tantas quantas secretarias forem necessárias para atender a demanda da sociedade”, disse.
Lula rebateu também as críticas por ter distribuído camisinhas durante o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. O presidente justificou que seria um fingimento afirmar que a adoção do preservativo não traz benefícios para a população.
“Não posso como pai e presidente da República fingir que distribuir preservativo é ruim. Quem sabe o que significa o que é a aids, tem mais é que levantar a cabeça e falar o governo tem que tratar dessas coisas”, disse na abertura do Seminário Mais Mulheres no Poder, no Memorial Juscelino Kubitschek.
Ao falar da importância da mulher na sociedade, Lula afirmou ser “um cinismo cultural do mundo” menosprezar a contribuição das mulheres que deixam de trabalhar para cuidar dos filhos. Segundo ele, se o trabalho doméstico fosse bom, o homem assumiria essa tarefa e não a mulher.
Agência Brasil
Unitins pede mais tempo ao MEC para explicar denúncias
Wákila Mesquita
A Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) pediu mais tempo ao Ministério da Educação (MEC) para apresentar documentos provando que acatou as decisões da Secretaria de Educação a Distância ou justificando as situações que o MEC considerou irregulares.
Há 11 dias o ministério proibiu a Unitins de fazer vestibulares ou receber mais alunos por qualquer processo seletivo. Ficou vetado também a cobrança de mensalidades. A universidade ganhou o prazo de 10 dias para se explicar, agora quer mais tempo.
A Assessoria de Imprensa da Universidade, que informou sobre a solicitação de pedido de extensão do prazo, não deu informações a respeito de quanto tempo será necessário.
A Assessoria de Imprensa de Educação da Distância do MEC informou ainda não ter dados sobre a questão.
O MEC optou por aplicar as medidas depois que o Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) denunciou a Unitins aelgando impossibilidade de realizar o vestibular e pedindo o fim da cobrança de mensalidades, por ser a Unitins, uma instituição pública.
portal CT
A Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) pediu mais tempo ao Ministério da Educação (MEC) para apresentar documentos provando que acatou as decisões da Secretaria de Educação a Distância ou justificando as situações que o MEC considerou irregulares.
Há 11 dias o ministério proibiu a Unitins de fazer vestibulares ou receber mais alunos por qualquer processo seletivo. Ficou vetado também a cobrança de mensalidades. A universidade ganhou o prazo de 10 dias para se explicar, agora quer mais tempo.
A Assessoria de Imprensa da Universidade, que informou sobre a solicitação de pedido de extensão do prazo, não deu informações a respeito de quanto tempo será necessário.
A Assessoria de Imprensa de Educação da Distância do MEC informou ainda não ter dados sobre a questão.
O MEC optou por aplicar as medidas depois que o Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) denunciou a Unitins aelgando impossibilidade de realizar o vestibular e pedindo o fim da cobrança de mensalidades, por ser a Unitins, uma instituição pública.
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